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É engajado com o Barroco Espanhol.
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O Barroco era conhecido como “Pérola Barroca”: Irregular.
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Uso do Conceptismo – simplificado e com o uso de paradoxo e elipse
– e do Ocultismo – complexidade sintática.
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Exaltação do religioso – bem visto pelas autoridades.
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É o barroco com recursos retóricos.
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O público é quem paga para fazerem os espetáculos.
Contexto
Histórico
A
Idade de Ouro no Teatro – Siglo Del Oro Español:
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Invasão dos mouros no século VIII causando conflitos religiosos com
problemas na unificação espanhola, mas que auxiliaram no contato
com as artes orientais.
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Conflitos religiosos internos – alguns perduram até hoje.
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Expulsão dos mouros e conquista do continente. Por não conseguirem
expulsá-los por completo, formam uma cultura híbrida em que o norte
é composto pelos Celtas
(ciganos) vindos da Irlanda e dos Países Baixos; e o sul pelos
árabes.
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Unificação Espanhola em 1492.
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Os árabes não conquistam o norte por causa do clima frio e de
montanhas, o sul é mais fácil em razão de ter áreas planas e
temperatura elevada.
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Cruzadas: “Ocidente” se expandindo e expulsando os árabes.
O
auge do poder espanhol:
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Expansão marítima e conquista do continente americano.
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Carlos V: Levou Cortéz e Bolívar para conquistar a América
espanhola.
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Domínio sobre Países Baixos e territórios alemães e italianos.
Decadência
do Império Espanhol:
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Batalha Naval de 1588 contra Inglaterra e França em que a Espanha
perdeu grande parte do seu poderio econômico.
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Perda dos Países Baixos em 1609.
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Início do século de ouro na literatura e arte.
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Inquisição é maior na Alemanha que na Espanha, pois lá eles
resolveram eliminar os luteranos.
Teatro
Espanhol antes do Século de Ouro:
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Teatro Medieval: semelhante a outras regiões da Europa
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Relação entre teatro espanhol e inglês: moralidade e carros
alegóricos
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Trupes ambulantes e autos sacramentais
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Teatro profano: jogos de escárnio – “sem religião”
A
posição da Igreja Católica:
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Igreja agregando poder e influência
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Decreto de 1473: Proibição do teatro em igrejas
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Perseguição aos atores: em geral, eles não eram o alvo. Como
exaltavam o Clero e o Absolutismo nas peças, os “grandes” não
os proibiam de nada. Apenas eram perseguidos caso fizessem alguma
peça muito profana.
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Carlos III: fim dos autos sacramentais.
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Teatro exclusivamente elitista.
Semiótica
Estrutura
Cênica:
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Sul=Teatro em pátios e hospitais – pobres, presença de árabes.
Norte=Teatros em curral, becos e hospitais – ricos.
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Comédia = Teatro espanhol do século de ouro.
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Almagro, Corral e Teatro Del Príncipe são tipos de Teatro Físico.
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Aberturas embaixo para a apresentação de personagens das
profundezas das trevas.
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Lugares e bancos vendidos além da cobrança de ingressos. O valor do
ingresso variava de acordo com a presença ou não de pessoas
importantes – mais caro. Os proprietários dos
pátios aproveitavam e cobravam o aluguel do local. Havia empresas
que arrecadavam esse dinheiro e metade dele era dividido e destinado
a instituições.
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Os locais variavam de acordo com o sexo e a classe social. Os nobres
ficavam em camarotes e mais a frente. Os homens mais pobres,
conhecidos como Mosqueteiros, ficavam ao fundo da plateia.
Tanto poderiam ficar em pé, como sentados. Eram distanciados do
palco, pois faziam barulho em demasia e levavam alimentos para jogar
nos atores caso algo os desgostasse. Cazuelas=lugar para as moças.
Aposentos=Janelas abaixo. Desvanes= Janelas acima.
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Não havia proscênio. Janelas para a atuação com cortinas –
havia esta ao fundo do palco. Não havia telas nem cenário. Várias
portas para os atores entrarem. Havia um balcão na parte superior
para a atuação dos personagens como o galã e a dama.
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Espetáculos abertos que ocorriam durante o dia pela falta de
tecnologia. A iluminação a velas só chegará com os teatros mais
estruturados de Lope de Vega.
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O diálogo era descritivo e a fala simplificada. Como não havia
cenário, a movimentação do ator era mais valorizada.
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“Teatro de Almagro”: Preservado e reservado. O único que
“sobreviveu”. -Fazem-se festivais lá. É o “Teatro de Epidauro
Espanhol”. É conhecido como Teatro Corral de Comedia.
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“Teatro Del Príncipe: Teatro frontal. Não possui mais as
características espanholas.
Personagens
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Sem fundos psicológicos, mas com funções fixas, características
humanas gerais e reconhecimento com o povo.
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Galã e Dama: Intriga amorosa e casamento.
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Criado e criada: Servos que ajudavam o galã e a dama para um final
feliz.
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Criado=Gracioso: Bobo e braço direito do galã. Sonhava em se casar
com a criada da dama.
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Padre: Figura de maior responsabilidade depois do rei.
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Rei: Juiz supremo que resolvia todos os conflitos, distribuía a
justiça e protegia os súditos.
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Villano e Labradernico: Classe social popular, ele defendia a sua
própria honra – característica espanhola – e aquela vista pelos
outros. Era um personagem de oposição. Gerava o conflito de ordem
moral ou se apaixonava pela mesma donzela que outro personagem.
Opõe-se ao herói.
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Personagens secundários como reflexo da diversidade social:
soldados, mouros, judeus, estudantes.
Autos
Sacramentais:
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Ainda é presente, pois é apresentado nos feriados de Corpus Christi
com procissões de carros – isso ainda existe na Espanha.
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Era constituído de um ou mais atos derivados de episódios bíblicos,
mistérios da religião ou conflitos morais ou ideológicos.
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Eles ganharam as ruas com as procissões onde se misturaram a outros
tipos de representações durante os intervalos das peças.
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“El divino Orfeo”.
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A parte mais importante da cena é a representação.
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Encenações paralelas.
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Divino Orfeo representando o “Salvador”.
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“La Roca” – Carro carregado por 12 homens.
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É mais difundido por Calderón e Lope de Vega.
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Temas variados, mas com atenção à honra.
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É uma mescla do trágico com o cômico.
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Teatro popular e humanista – uma das características de Lope de
Vega.
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Comédia de “Capa y Espada” e Comédias na “Corte Y Escuela”
– nobreza.
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O diabo era representado por um mouro ou pirata.
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Era proibido por ser profano.
Zarzuela:
Peça
musical; diálogo falado, canções, coros e danças. Apresentada no
palácio real. “El golfo de sirenas” (1657). Era uma ópera
menor.
Figurino
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Evolução do figurino com a do siglo de oro.
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Babado, exuberância, volumes. Roupas de época.
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Exceções no figurino quando se representava um maometano.
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Penteados relacionados com a posição social. Uso de tranças. O
cabelo da criada não era visível.
Ator
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Em grupo e individual percorrendo o país com os seus trajes e
materiais cênicos.
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Grupos: Biluhú – sozinho –, gangarilla, cambaleo, garnacha,
bojiganga o mojinga, farúndula e compañia – mais de 30
integrantes.
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Mulheres poderiam participar e serem populares. “La
Calderona”=Amante do rei que virou abadessa no convento.
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Valores da sociedade: honra, bravura e virilidade.
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Interesse do público por duelos e ação. “Comédia de Capa y
Espada”.
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Manutenção da posição de fidalguia dos autores.
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Touradas com ênfase nos valores sociais, principalmente na honra.
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Presença de Reis Absolutistas e membros do Clero em peças a fim de
difundir os valores absolutistas e cristãos para que não
desfavorece os atores e não perder a fidalguia.
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Teatros anunciados em cartazes.
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“Teatro é vida”, ideologias.
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Temas épicos, medievais, vida diária e religiosos.
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Compromisso com a dignidade e liberdade humana
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Os atores eram financiados e traziam a aristocracia.
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Peça de curral em que um ator fala o texto e representa. Peça
culta e cômica. Elas ocorriam de pátio em pátio.
Recepção
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O povo amava o teatro por completo.
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Cenas de ação, heroicas,
dramas poéticos e comédias inspiradas nas lendas e história da
Espanha.
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Atiravam frutas nos atores caso não gostassem de algo.
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Capa y espada como identificação cultural.
Dramaturgia
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2ª metade do séc. XVI até a 1ª metade do séc. XVIII.
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Grandiosidade na força da palavra poética.
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Honra e outras peças voltadas à Cristandade.
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O povo se exibia: capas, touradas e toureiros.
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Novela picaresca (exalta a honra, é elitista), de cavalaria e de
cortesã.
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A tragédia pura não existia na Espanha.
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Troupes ambulantes + antiguidade + Cristianismo
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A comédia era toda aquela peça dividida em 3 atos.
Lope
de Vega (1562 – 1635):
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Introduziu a tragicomédia, ou seja, a mistura dos gêneros trágicos
e cômicos.
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Valorização da mulher em cena.
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Institui a Comédia de Capa y Espada onde há um conflito de honra
entre os nobres.
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Dominava o Siglo de Oro, tanto é que os autores são classificados
como Pré-Lopistas e Pós-Lopistas.
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Peças bem estruturadas.
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Começou a escrever peças aos 13 anos. Escreveu sonetos sacros,
pasos (farsas) e armadas.
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Usou apenas a unidade de ação da Poética, pois considerava
impossível usar as demais em razão da impossibilidade de ocorrer
uma ação em 24 horas. Além disso, pode-se destacar o uso da
verossimilhança em que a ação é concentrada, ou seja, havia a
história de 3 ou 4 personagens.
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Escreveu 400 autos, 1800 comédias, 470 remanescentes.
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Era conhecido como “O Fênix”.
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Ressurreição da Poética de Aristóteles: “El Arte Nuevo de Hacer
Comedia em este tiempo” (1609).
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Não há cenário, mas o movimento dos atores.
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Escreve também tragédias históricas.
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Não há uma tragédia, pois não há uma verdade absoluta.
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Exaltação da coragem e orgulho espanhol. Nacionalismo.
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As suas peças não têm uma classificação exata.
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Usou a sua mulher em determinados personagens secundários.
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Fez um teatro proletário conhecido como “Fonteovejuna” (1604).
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Dividiu a obra em 3 atos: apresentação da trama, desenvolvimento e
desenlace; ruptura da unidade de ação, tempo e lugar; “Nova
Poética do Barroco Espanhol”. Aristotélico, mas com rupturas.
Pedro
Calderón de La Barca:
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Amor, honra e poder como temáticas.
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Origem aristocrática. Peças completamente adequadas ao palco. Honra
à Igreja, nação e Rei como princípio da vida.
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Autos sacramentais e outras temáticas religiosas.
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Retomou Ésquilo, Shakespeare, Corneille e Goethe.
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Escreveu 80 autos sacramentais e 120 comédias.
Demais
Autores:
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Miguel de Cervantes: Ficou famoso na literatura quando escreveu a novela de cavalaria “Dom Quixote de La Mancha”. “Comédia como espelho da vida”.
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Gil Vicente: Apesar de português, ele fez bastante sucesso na Espanha.
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Fernando Loja: Escreveu “La Celestina” conhecida também como “Histórias de Calisto e Melibéa” que foi o marco do desenvolvimento da prosa. É mais realista.
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Juan Del Encina: Escreveu odes ao casal real, éclogas (poesias pastorais) e poemas - “Más vale Trocar”.
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Juan de Cueva: Escreveu “O Difamador” conhecido por ser o Mito de Don Juan.
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Tirso de Molina: Gabriel Tellez foi um dos introdutores da Capa y Espada. Assumiu a técnica teatral de Lope de Vega – tanto é que foi seu discípulo. Desenvolveu o psicológico de seus personagens. Sátiras e comédias em conflito com a religião, ainda mais que havia comédias profanas. Criou “O Burlador de Sevilla”. O seu “Don Juan” é visto como o “árabe” que precisa ser expulso da Espanha.
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Lope de Rueda (1510-1565): Era ator, um artista ambulante, que influenciou a Commédia Dell’Arte. Criou a Entremez – obra curta e cômica, mas mais sofisticada. Era escrita e ensaiada. Apresentava-se entre dois atos de uma peça séria – e o Paso – interlúdio cômico, mas mais popular. Apresentava-se em feiras. Era grotesco e havia a tipificação de personagens.
Música
-Ganharam
uma certa importância em alguns tipos de espetáculos. Destacam-se:
Tomás Luis de Victória e Francisco Guerrero.
Dança
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Destaque para a Dança Flamenca.
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O flamenco é estruturado no século XIX, mas é caracterizado pela
dança árabe. Nessa dança há uma distinção entre os pés
(terra), valorizados pelos povos árabes do sul; e as mãos
(cristandade) valorizados pelos espanhóis.
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Flamenco de Paco de Lúcia possui o maior guitarrista de flamenco. É
destacado pelo ritmo marcado. Originou-se no sul da Espanha com a
reconquista territorial dos Árabes.
Literatura
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Exalta o fervor religioso.
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Uso do Hendecassílabo (11 sílabas) nos versos das poesias.
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Novelas na prosa.
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Podem-se citar os seguintes poetas: De La Vecchia (Poesia lírica e
sonetos), Juan Boscha (Poesia cortesã e popular) e Diego de Mendonza
(Poesia popular e elitista).
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Versos em decassílabo.
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Literatura mística e teatro imperial.
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Narrativa com um realismo brutal.
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Uso da língua galega (português + espanhol). Hoje é a galega e o
catalão como oficial.
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Reformulação da língua com a expulsão dos árabes a partir do
Teatro em Castellano. Calderon e Lope usam uma linguagem popular, mas
sofisticada.
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A gramática surgiu após a difusão dos espetáculos.
Pintura
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Relações opostas: luz e sombra, bom e mau, céu e inferno.
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Podem-se destacar artistas do Barroco Espanhol: El Grego – com
características Maneiristas (detalhes) e, também, é semelhante a
Salvador Dalí (de tão realista, torna-se surrealista–, Velasquez
e Murilo).
Arquitetura
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Podem-se citar as seguintes construções: “Plaza Maior”,
“Catedral de Granada” e “Castelo de Carlos V”.
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