O
Romantismo tornou-se mais evidenciado após a Batalha de Hernani. Ao
contrário do que pode ser pensado, não foi nenhuma revolução
sangrenta, mas uma revolta do público quando a peça “Hernani”
de Victor Hugo fora apresentada. Durante as 39 apresentações, houve
momentos de aplausos e vaias em razão da sua encenação ser
contrária ao que estavam acostumados a assistir – o neoclássico
francês. Apesar disso, não se pode esquecer que tal choque é
natural quando se está acostumado, por anos, com um modelo e, após
algum tempo, aparece um jovem dramaturgo com um novo modelo de fazer
teatro.
O
Comedie Française foi o primeiro lugar em que os românticos
apresentaram as suas peças. Em seguida, dirigiram-se ao Boulevard.
Isso foi feito, pois precisavam de legitimação para a repercussão
desse novo estilo.
As
principais diferenças eram em torno da estrutura, temática e
linguagem, ou seja, dramaturgas. Como estrutura, as peças eram
divididas em atos e cenas – o que não é muito diferente do modelo
neoclássico. Já na estrutura, houve o uso de temáticas que,
anteriormente, eram proibidas de serem explícitas – mas poderiam
ser mostradas, porém de modo sutil – que é o caso do adultério e
tiranicídio. Na parte da linguagem, há maior aproximação com o
público, ou seja, não é mais declamatório e em versos, mas mais
coloquial e em prosa.
Como
mudanças no texto, pode-se falar no abandono do uso das poéticas,
ou seja, não havia mais o uso das 3 unidades. Isso possibilitava que
o dramaturgo mostrasse todo o seu talento e tivesse maior liberdade
para criar. Um exemplo disso é o fato de a maioria dos autores
escreverem também para o teatro. Apesar disso, há mais textos a
serem lidos do que os encenados, isso em razão da grande variedade
de troca de cenário – os edifícios teatrais, que não eram
elisabetanos, dificultavam a troca deles; isso apesar de terem um
mecanismo triangular que comportava 3 distintos tipos de cenários.
Outra
forma de aproximação com o público foi na parte de composição
dos personagens. Havia sempre a disputa entre o bem e o mal. Eles não
eram mais de alta classe social e tinham um caráter ambíguo, ou
seja, mesmo sendo bons, poderiam cometer atos “incomuns”. Tal
“bipolaridade” pode ser relacionada ao “Sublime e Grotesco”
que é caracterizado por uma série de antíteses como: bom e mau,
feio e bonito, preto e branco,...
Já
na parte do romance, o sentimento era supervalorizado, o que
aumentava o caráter do Sublime e Grotesco. Os conflitos não eram
mais entre os personagens, mas deles com o mundo. A partir disso, eis
a famosa ideia
de que eles carregam os males do mundo – também por causa da
individualidade e da falta de expectativa de vida.
Além
dessas características, o Drama Romântico possui outras que o
distingue da tragédia clássica. A primeira a ser comentada é a
aproximação dos gêneros comédia e tragédia. Ao contrário
do que muitos pensam, não há fusão, mas a união proximatória.
Em
relação à estética, os cenários eram pintados e bem
estruturados. Já os adereços usados em cena, eram de fácil manejo
para que pudessem ser colocados/tirados de cena com facilidade. Sobre
os figurinos, eles eram próximos à sociedade. No caráter musical,
diferentemente do melodrama, a música não influenciava na
encenação, ou seja, era apenas um “complemento”.
Pela
parte da representação, as peças duravam em torno de 3 horas, pois
elas tinham 3 atos e era proibido cortar partes do texto, ou sejam,
deveria haver fidelidade em relação ao autor. Apesar da longa
duração das encenações, elas tinham intervalos entreatos.
Já
em relação aos atores, eles recebiam multas caso fizessem algo que
era proibido – que é o caso das pantomimas, em que, caso falassem
ou fizessem algum som que fosse distinguido pelo público, eles
tinham de pagar certa quantia como multa. Havia também a grande
valorização dos atores individuais, ou seja, não se pensava mais
no coletivo. Tanto é que houve um grande destaque em alguns deles,
com o também surgimento das grandes musas teatrais. Essas divas se
sentiam no direito de reivindicar quando algo não as agradava, como
no caso de algumas falas do espetáculo.
O
Romantismo foi um movimento muito influenciado pelos alemães do
“Sturm und Drang" e pelo Melodrama. Como características, há
a valorização da pátria e do seu passado – o que influenciou na
criação de dramas históricos - , a valorização da religiosidade,
cotidianos e das obras de William Shakespeare.
Como
maiores dramaturgos, pode-se citar Goethe, Schiller e Victor Hugo.
Diferentemente
do Romantismo Francês, o Brasileiro não teve grande força.
“O
homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe.” – Rousseau.
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Durou entre 1800 e 1830.
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Busca pela auto-expressão individual para criar personagens
independentes.
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Destaque à poesia lírica e à narração.
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Schlegel em destaque ao traduzir as peças de Shakespeare. Ele também
fazia o mesmo com as de Calderón.
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Desprezo à composição rigorosa do drama, verossimilhança e
encadeamento lógico. Além disso, há a exaltação do “eu”.
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Formas abertas, contra a tragédia, uso do distanciamento.
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O ator passa a ser valorizado pela sociedade.
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Era proibido rezar ou fazer qualquer referência a Deus no palco, ou
seja, havia censura.
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