- “Sturm und
Drang” (1770): Contra o absolutismo, o movimento tinha um impulso
racionalista.
- O anarquismo do
irracional jamais poderia servir à burguesia, segundo os membros do
movimento.
- Indivíduo VS
Sociedade: Julgado como fatal. O herói era ligado à natureza, mas
contra a sociedade, sendo que isso servia como temática.
- O herói “luta
contra os mecanismos de uma ordem social degenerada e acaba
sucumbindo por ser grande demais para um mundo mesquinho.”
A
Era da Cidadania Burguesa:
A
partir do iluminismo, o Teatro Burguês começou a ganhar vida: a
razão prevaleceu à religião tornando o lema “No que os olhos
veem
o coração crê” o seu princípio.
Essas
ideias
iniciaram com a difusão do Iluminismo precedida pela Revolução
Francesa. Outro fator importante foi a época de Weimar, na Alemanha,
que originou o “Sturm und Drang” dando início ao Romantismo –
que também foi forte na França.
As
Origens do Teatro Nacional na Europa Setentrional e Oriental:
O
teatro dinamarquês iniciou após a aprovação do Rei pedida por
Ludvig Holberg. Ele escrevia peças cômicas que tinham alguma moral.
Como tinha influências de Plauto e Moliére, e o teatro Francês
estava em alta, Holberg mesclava tais elementos em suas obras. A
situação artística tornou-se ruim após inúmeras críticas quanto
à grande influência francesa – o que fez com que Johan Elias
Schlegel lutasse por um teatro nacional.
Na
Rússia, a dramaturgia ficou a cargo da Imperatriz Catarina II que
buscou o realismo e as ideias
iluministas em suas obras.
Na
Polônia, prevalecia a ópera áulica, Singspiel e o teatro jesuíta
de Franciszek Zablocki. As peças eram encenadas no Teatr Navodowy, o
Teatro Nacional fundado em 1779.
Já
na Alemanha, difundiu-se a ideia
de um Teatro Universal por Goethe, o que originará o Romantismo.
As
Reformas Dramáticas de Gottsched:
Gottched
preocupou-se em fazer um teatro de acordo com a Poética de Boileau
com base na busca da verossimilhança. A partir disso, após assistis
à atriz Karoline Neuber interpretar quatro distintos personagens
masculinos em uma peça, começou a fazer uma série de peças
voltadas ao texto versificado – o que causou grande alvoroço pelo
público.
No
cenário, prezava-se utilizar apenas um ambiente, pois se acreditava
que se o espectador está sentado no seu lugar sem se mover durante a
peça, não seria verossímil modificar o local da ação também.
Lessing
e o Movimento do Teatro Nacional Alemão:
A
obra de Lessing, “Dramaturgia Hamburguesa”, foi primordial para a
construção do Sturm und Drang. Além disso, ela criticava os atores
e peças teatrais, era evidente que isso também influenciava no
pensamento crítico dos jovens. Outra situação é que eles não
queriam mais obras políticas e nem algo com moral, mas verossímil.
Classicismo
Alemão:
-
Weimar: Goethe foi um grande autor e poeta. Ele conseguiu fundos para fazer as suas peças com condes e a corte, dando lugares de honra em troca. O seu estilo visava o belo e o verossímil, buscando a catarsis. Do seu jeito de encenação, prezava em demasia o texto. Este era versificado, por isso, havia a preocupação de interpretá-lo com naturalidade. Além disso, essa predominância textual causou um desinteresse no público. Além disso, ele se envolveu com a música e fez parceria teatral com Schiller.
-
Berlim: Iffland foi um grande ator e administrador: buscava o lucro através da arte. Após a sua morte, o Teatro de Berlim passou a ser administrado pelo Conde Karl Brühl.
-
Viena: O Imperador José II buscava um teatro nacional e atores para interpretar. Para isso, contratou 5 pessoas a fim de iniciar essa busca. Após os nomes, na distribuição dos papéis – considerado primordial – em que o imperador nomeava, havia um sistema de revezamento – semelhante ao de Goethe – para cuidar do funcionamento do teatro. Além disso, os atores eram proibidos de improvisar. Caso improvisassem, era descontado 1/8 de seus salários. Isto também era válido quanto à fidelidade às obras do autor. Com a chegada de Schröeder, houve a busca pela naturalidade e verdade ao encenar as tragédias e adaptações. Já Schneyvogel baseou-se na busca por um teatro universal – semelhante a Goethe, e no prestígio pessoal ao, também, administrar o Burgtheatre. Como inovação cênica, houve o surgimento do pano de fundo arqueado, em que descia uma tela no cenário para aumentar a visão de profundidade e expectativa. Tal artifício foi inventado por Joseph Platzer que também pintava cenários.
“Tempestade
e Ímpeto”:
Obra
de Friedrich Klinger, “Tempestade e Ímpeto” influenciou em
demasia o pré-romantismo alemão e pode ser caracterizado pela
oposição às formas radicais artísticas de muitas regras,
principalmente a de Boileau. Tanto foi que nomeou o movimento e
marcou, além do teatro, a literatura.
A
peça se passa na época da Guerra da Sucessão Norte-Americana em
que o personagem principal, Wilde, vai para a batalha. Há certo
patriotismo, mas por outro país que não é o materno. Com isso,
pode-se falar numa diferenciação, pois antigamente as peças tinham
um patriotismo local.
Os
personagens podem ser considerados uma faceta do pré-romantismo.
Além disso, há uma clara semelhança com “Romeu e Julieta” de
Shakespeare. Tanto é que é mais valorizado o que o persona sente ao
invés do que fazem.
No
texto, as rubricas são fundamentais para o aprofundamento do
sentimento na fala que, muitas vezes, não tem um fim – o que
destaca o caráter selvagem. Há o excesso de mudança de lugar e
personagens o que dificulta na troca de cenários – isso é muito
encontrado nas peças de Goethe.
O
título pode ser explicado através da tempestade, do caos das
emoções e o ímpeto, sutileza interna.
“Regras
para Atores”:
Livro
escrito por Goethe em sua fase clássica. Era um tipo de manual de
atuação para os atores.
Eis
alguns tópicos:
-
Busca pela verossimilhança a partir do decoro.
-
Emoção no tom das palavras sem alterar o seu sentido e seguindo as regras do poeta.
-
Estudo da declamação.
-
Semelhanças entre a prosa e a música, o que pode causar uma declamação cantada – que deve ser evitada, assim como a monotonia e a gritaria.
-
Liberdade para pontuar o texto, mas sem trocar o seu sentido.
-
O ator não imita a natureza, mas representa de forma idealizada.
-
Preocupação com o público, ou seja, não há a quarta parede.
-
Os atores situados na direita do palco são aqueles que merecem mais consideração: mulheres, anciãos, nobres.
-
Os gestos cotidianos são vetados durante a encenação.
Romantismo:
O
Romantismo foi muito influenciado pelo pré-romantismo alemão do
Strum und Drang. Com isso, vieram muitos escritores que vivenciaram
aquele movimento, como o Goethe e o Schiller, em que, com o passar do
tempo, deixaram de ter características românticas e se tornaram
mais clássicos.
Como
características, pode-se falar no interesse da aristocracia e da
burguesia quanto à arte teatral, o surgimento do drama com caráter
psicológico, herói idealizado, exageros emocionais e atuais,
sociedade regrada e a importância à natureza do sentimento. Há
também a busca pelo interior de si a fim de escrever uma obra, e
isso sem a preocupação com as regras. Dizia-se que o autor deveria
ser genial e para isso não deveria se fixar nas normas textuais, mas
na sua própria criação, ele tinha as suas próprias leis a seguir.
Além disso, há a mudança na estrutura, uma linguagem mais natural
a partir do verso e na temática que nunca tratou de tais assuntos
como o adultério.
As
diferenças entre o Romantismo e o movimento passado, Neoclassicismo
Francês, era tanto que havia certa oposição. A maior diferença
entre eles era o fato do primeiro não seguir normas, enquanto o
segundo estar fixado na Poética de Boileau.
Além
disso, pode-se citar o sublime e o grotesco originário das obras de
Victor Hugo. Em que o sublime representa a valorização e
idealização do sentimento; e o grotesco, a realidade da sociedade.
Núcleos
Pré-Românticos:
|
Manheim
|
Hamburgo
|
Weimar
|
|
-
Selvagem
-
Tempestade e Ímpeto
-
Friedrich Klinger
-
Exigência do ator quanto ao papel aprofundado o seu estudo por
determinado núcleo.
-
Pode-se falar de Teatro de Vanguarda por estar além do seu
período.
-
Representação Irracional.
-
Irrupção selvagem do “Sturm und Drang”
-
Estudos dramatúrgicos, cênicos e de recepção.
-
Forte identificação emocional, como com Stanislavski, ou seja,
deveria ultrapassar “dois dedos” da vida real.
-
Sombra forte + Luz forte: Segundo Dalberg, diretor do Teatro de
Manheim.
|
-
Lessing
-
Dramaturgia do Dramaturgo
-
Elevação da profissão do ator com contrato e salário fixos.
-
Popularização do drama alemão
-
Desempenho mais natural, ainda que nobre – espelhado nos
franceses
-
Mais natural que Manheim
-
Tentaram criar um teatro nacional, mas não conseguiram
-
Peças: “Emília Galotti” (1772) – Peça Burguesa; “Miss
Sara Sampsom” (1756) – Tragédia Doméstica.
-
O estado de ânimo do ator não deve interferir na atuação
-
Deixam de lado a declamação
-
“A naturalidade deve ultrapassar dois dedos do real” – Não
há tanto exagero quanto o Manheim, ou seja, é mais comedido,
neutro.
|
-
Determinação
do comportamento do ator dentro e fora de cena – valorização
da ética
-
Regras para atores – escrito durante o classicismo de Goethe,
ou seja, na fase em que ele não é mais romântico.
-
Mais pobre
-
Volta ao estilo francês.
-
Estímulo à educação do ator.
-
Contra o tom coloquial e à naturalidade.
-
Negação da ilusão (Pré-Brechtismo).
-
Imitar a natureza para que houvesse a união do belo e do
verdadeiro.
|
O
Classicismo:
-
Realizados, pós Sturm und Drang, por Goethe e Schiller.
-
Apresenta aspirações humanistas dos séculos anteriores,
desenvolvimento do homem a partir das suas virtudes, busca da
reconciliação da moral social.
-
Filósofos: Kant, Fichte, Schelling e Hegel.
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