quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Pré-Romantismo


- “Sturm und Drang” (1770): Contra o absolutismo, o movimento tinha um impulso racionalista.
- O anarquismo do irracional jamais poderia servir à burguesia, segundo os membros do movimento.
- Indivíduo VS Sociedade: Julgado como fatal. O herói era ligado à natureza, mas contra a sociedade, sendo que isso servia como temática.
- O herói “luta contra os mecanismos de uma ordem social degenerada e acaba sucumbindo por ser grande demais para um mundo mesquinho.”

A Era da Cidadania Burguesa:

A partir do iluminismo, o Teatro Burguês começou a ganhar vida: a razão prevaleceu à religião tornando o lema “No que os olhos veem o coração crê” o seu princípio.
Essas ideias iniciaram com a difusão do Iluminismo precedida pela Revolução Francesa. Outro fator importante foi a época de Weimar, na Alemanha, que originou o “Sturm und Drang” dando início ao Romantismo – que também foi forte na França.

As Origens do Teatro Nacional na Europa Setentrional e Oriental:

O teatro dinamarquês iniciou após a aprovação do Rei pedida por Ludvig Holberg. Ele escrevia peças cômicas que tinham alguma moral. Como tinha influências de Plauto e Moliére, e o teatro Francês estava em alta, Holberg mesclava tais elementos em suas obras. A situação artística tornou-se ruim após inúmeras críticas quanto à grande influência francesa – o que fez com que Johan Elias Schlegel lutasse por um teatro nacional.
Na Rússia, a dramaturgia ficou a cargo da Imperatriz Catarina II que buscou o realismo e as ideias iluministas em suas obras.
Na Polônia, prevalecia a ópera áulica, Singspiel e o teatro jesuíta de Franciszek Zablocki. As peças eram encenadas no Teatr Navodowy, o Teatro Nacional fundado em 1779.
Já na Alemanha, difundiu-se a ideia de um Teatro Universal por Goethe, o que originará o Romantismo.

As Reformas Dramáticas de Gottsched:

Gottched preocupou-se em fazer um teatro de acordo com a Poética de Boileau com base na busca da verossimilhança. A partir disso, após assistis à atriz Karoline Neuber interpretar quatro distintos personagens masculinos em uma peça, começou a fazer uma série de peças voltadas ao texto versificado – o que causou grande alvoroço pelo público.
No cenário, prezava-se utilizar apenas um ambiente, pois se acreditava que se o espectador está sentado no seu lugar sem se mover durante a peça, não seria verossímil modificar o local da ação também.

Lessing e o Movimento do Teatro Nacional Alemão:

A obra de Lessing, “Dramaturgia Hamburguesa”, foi primordial para a construção do Sturm und Drang. Além disso, ela criticava os atores e peças teatrais, era evidente que isso também influenciava no pensamento crítico dos jovens. Outra situação é que eles não queriam mais obras políticas e nem algo com moral, mas verossímil.

Classicismo Alemão:

  1. Weimar: Goethe foi um grande autor e poeta. Ele conseguiu fundos para fazer as suas peças com condes e a corte, dando lugares de honra em troca. O seu estilo visava o belo e o verossímil, buscando a catarsis. Do seu jeito de encenação, prezava em demasia o texto. Este era versificado, por isso, havia a preocupação de interpretá-lo com naturalidade. Além disso, essa predominância textual causou um desinteresse no público. Além disso, ele se envolveu com a música e fez parceria teatral com Schiller.
  2. Berlim: Iffland foi um grande ator e administrador: buscava o lucro através da arte. Após a sua morte, o Teatro de Berlim passou a ser administrado pelo Conde Karl Brühl.
  3. Viena: O Imperador José II buscava um teatro nacional e atores para interpretar. Para isso, contratou 5 pessoas a fim de iniciar essa busca. Após os nomes, na distribuição dos papéis – considerado primordial – em que o imperador nomeava, havia um sistema de revezamento – semelhante ao de Goethe – para cuidar do funcionamento do teatro. Além disso, os atores eram proibidos de improvisar. Caso improvisassem, era descontado 1/8 de seus salários. Isto também era válido quanto à fidelidade às obras do autor. Com a chegada de Schröeder, houve a busca pela naturalidade e verdade ao encenar as tragédias e adaptações. Já Schneyvogel baseou-se na busca por um teatro universal – semelhante a Goethe, e no prestígio pessoal ao, também, administrar o Burgtheatre. Como inovação cênica, houve o surgimento do pano de fundo arqueado, em que descia uma tela no cenário para aumentar a visão de profundidade e expectativa. Tal artifício foi inventado por Joseph Platzer que também pintava cenários.

Tempestade e Ímpeto”:

Obra de Friedrich Klinger, “Tempestade e Ímpeto” influenciou em demasia o pré-romantismo alemão e pode ser caracterizado pela oposição às formas radicais artísticas de muitas regras, principalmente a de Boileau. Tanto foi que nomeou o movimento e marcou, além do teatro, a literatura.
A peça se passa na época da Guerra da Sucessão Norte-Americana em que o personagem principal, Wilde, vai para a batalha. Há certo patriotismo, mas por outro país que não é o materno. Com isso, pode-se falar numa diferenciação, pois antigamente as peças tinham um patriotismo local.
Os personagens podem ser considerados uma faceta do pré-romantismo. Além disso, há uma clara semelhança com “Romeu e Julieta” de Shakespeare. Tanto é que é mais valorizado o que o persona sente ao invés do que fazem.
No texto, as rubricas são fundamentais para o aprofundamento do sentimento na fala que, muitas vezes, não tem um fim – o que destaca o caráter selvagem. Há o excesso de mudança de lugar e personagens o que dificulta na troca de cenários – isso é muito encontrado nas peças de Goethe.
O título pode ser explicado através da tempestade, do caos das emoções e o ímpeto, sutileza interna.

Regras para Atores”:

Livro escrito por Goethe em sua fase clássica. Era um tipo de manual de atuação para os atores.
Eis alguns tópicos:
  1. Busca pela verossimilhança a partir do decoro.
  2. Emoção no tom das palavras sem alterar o seu sentido e seguindo as regras do poeta.
  3. Estudo da declamação.
  4. Semelhanças entre a prosa e a música, o que pode causar uma declamação cantada – que deve ser evitada, assim como a monotonia e a gritaria.
  5. Liberdade para pontuar o texto, mas sem trocar o seu sentido.
  6. O ator não imita a natureza, mas representa de forma idealizada.
  7. Preocupação com o público, ou seja, não há a quarta parede.
  8. Os atores situados na direita do palco são aqueles que merecem mais consideração: mulheres, anciãos, nobres.
  9. Os gestos cotidianos são vetados durante a encenação.

Romantismo:

O Romantismo foi muito influenciado pelo pré-romantismo alemão do Strum und Drang. Com isso, vieram muitos escritores que vivenciaram aquele movimento, como o Goethe e o Schiller, em que, com o passar do tempo, deixaram de ter características românticas e se tornaram mais clássicos.
Como características, pode-se falar no interesse da aristocracia e da burguesia quanto à arte teatral, o surgimento do drama com caráter psicológico, herói idealizado, exageros emocionais e atuais, sociedade regrada e a importância à natureza do sentimento. Há também a busca pelo interior de si a fim de escrever uma obra, e isso sem a preocupação com as regras. Dizia-se que o autor deveria ser genial e para isso não deveria se fixar nas normas textuais, mas na sua própria criação, ele tinha as suas próprias leis a seguir. Além disso, há a mudança na estrutura, uma linguagem mais natural a partir do verso e na temática que nunca tratou de tais assuntos como o adultério.
As diferenças entre o Romantismo e o movimento passado, Neoclassicismo Francês, era tanto que havia certa oposição. A maior diferença entre eles era o fato do primeiro não seguir normas, enquanto o segundo estar fixado na Poética de Boileau.
Além disso, pode-se citar o sublime e o grotesco originário das obras de Victor Hugo. Em que o sublime representa a valorização e idealização do sentimento; e o grotesco, a realidade da sociedade.

Núcleos Pré-Românticos:

Manheim
Hamburgo
Weimar
- Selvagem
- Tempestade e Ímpeto
- Friedrich Klinger
- Exigência do ator quanto ao papel aprofundado o seu estudo por determinado núcleo.
- Pode-se falar de Teatro de Vanguarda por estar além do seu período.
- Representação Irracional.
- Irrupção selvagem do “Sturm und Drang”
- Estudos dramatúrgicos, cênicos e de recepção.
- Forte identificação emocional, como com Stanislavski, ou seja, deveria ultrapassar “dois dedos” da vida real.
- Sombra forte + Luz forte: Segundo Dalberg, diretor do Teatro de Manheim.
- Lessing
- Dramaturgia do Dramaturgo
- Elevação da profissão do ator com contrato e salário fixos.
- Popularização do drama alemão
- Desempenho mais natural, ainda que nobre – espelhado nos franceses
- Mais natural que Manheim
- Tentaram criar um teatro nacional, mas não conseguiram
- Peças: “Emília Galotti” (1772) – Peça Burguesa; “Miss Sara Sampsom” (1756) – Tragédia Doméstica.
- O estado de ânimo do ator não deve interferir na atuação
- Deixam de lado a declamação
- “A naturalidade deve ultrapassar dois dedos do real” – Não há tanto exagero quanto o Manheim, ou seja, é mais comedido, neutro.
- Determinação do comportamento do ator dentro e fora de cena – valorização da ética
- Regras para atores – escrito durante o classicismo de Goethe, ou seja, na fase em que ele não é mais romântico.
- Mais pobre
- Volta ao estilo francês.
- Estímulo à educação do ator.
- Contra o tom coloquial e à naturalidade.
- Negação da ilusão (Pré-Brechtismo).
- Imitar a natureza para que houvesse a união do belo e do verdadeiro.

O Classicismo:

- Realizados, pós Sturm und Drang, por Goethe e Schiller.
- Apresenta aspirações humanistas dos séculos anteriores, desenvolvimento do homem a partir das suas virtudes, busca da reconciliação da moral social.

- Filósofos: Kant, Fichte, Schelling e Hegel.

Nenhum comentário: