Origem:
Surgiu
no século XVI em oposição à Comédia Erudita. Como fonte
inspiradora, pode-se citar as Farsas Atelanas – ou seja, uma volta
à comédia da Roma Antiga e ao predomínio do domínio físico.
Pode-se dizer que também se originou do teatro primitivo da
Austrália – grotesco + lúcido com elementos farsescos e a
pantomima paridística: “O Encontro com o Homem Branco”. Outra
Era do teatro grego: “Epicarmo de Mégara”, na Sicília. Seguiu
uma vertente medieval mais profana do que, por exemplo, o teatro
espanhol.
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Commedia Erudita: Influências de Constantinopla (Terêncio, Plauto e Sêneca); Aristóteles (Tragédia da Poética); Dante e Petrarca (jovens intelecutais). É um teatro de Elite, para as cortes italianas, feita por estudantes, intelectuais eruditos da época. As peças eram em latim e tinham incentivo do Papa. Eram feitas em pátios, palácios e casas de pessoas ricas.
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Commedia Dell’Arte: Origem da Fábula Atelana. Vinda dos Sanniones – que eram mimos sem máscaras –, do Teatro Medieval com as entremezes e do Carnaval com as Sátiras – até políticas. Havia uma disputa entre a Comédia rica e a pobre, pois se os ricos poderiam fazer, os pobres também. Eram representados os tipos sociais (a nova classe). Eram apresentados em praça, em que o maior grupo em número de pessoas tinha o direito de permanecer no local. Haviam as trupes que eram famílias de 8 a 12 pessoas, mas que poderiam contratar alguém de fora.
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O que eram as Atelanas?
Originada
da região de Atella, em Nápoles, era um gênero teatral envolvendo
teatro, música e circo. É evidente que o jogo físico era bastante
valorizado. Usavam o dialeto osco e máscaras. Qualquer Cidadão
romano poderia atuar – homens.
As personagens eram tipificadas:
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Bucco: Tagarela, estúpido e fanfarrão. Originará o Brighela. Burguês.
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Maccus: Bufão e comilão. Originará o Zanni. Criado.
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Pappus: Velho, avarento e marido corno. Originará o Pantaleão.
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Docemus: Letrado, professor, corcunda e astuto. Originará o Doutor.
Definições:
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Commédia all’improviso: Fundamentada sobre o improviso.
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Commédia a soggeto: Desenvolvida através de um canovaccio.
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Commédia delle Maschere: Comédia de máscaras.
Contexto Histórico:
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IDADE MODERNA (Séc XV)
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Integração da Europa com os outros continentes.
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Descobrimentos, navegações, colonialismo
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Fluxo de metais preciosos e produtos da Ásia.
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Capitalismo mercantil (lucro e trocas comerciais)
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Estado nacional (burguesia + monarquia) e absolutismo (uma pessoa)
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Reforma Religiosa (Luteranismo, Calvinismo e Anglicanismo)
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RENASCIMENTO
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Revolução intelectual, artística, científica e filosófica
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Referências culturais da antiguidade clássica
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Antropocentrismo, racionalismo, classicismo
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Fases: Trecento (Séc. XIV), Quattrocento (Séc. XV) e Cinquecento
(Séc. XVI).
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Quattrocento: Era do ouro; humanismo; interesse na história antiga;
colecionismo – arqueologia –; reconquista da Península Ibérica
(cultura Aristotélica e muçulmana); reconstrução do latim;
imprensa; língua grega; mecenato – Século dos Médici –;
Paideia – cultura construída a partir da educação.
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Cinquecento: Expansão de movimento; influencia romana; Saque de Roma
(1527) – Católicos X Luteranos –; Nova Arte.
Improviso:
Apesar de ser dominada por improvisos, eles não eram feitos de
qualquer maneira. Ensaiavam-se cenas e ações para que pudesse
desenvolver algo interessante ao público. Contavam com o canovaccio
– um tipo de enredo que dizia o que deveria ser feito para criar as
ações em cena.
Como temática, usavam assuntos do cotidiano, “historinhas”, em
que aos enamorados faziam de tudo, com a ajuda dos lazzi, para
ficarem juntos. Porém, sempre eram impedidos por algo. Assim, a
enamorada era assediada pelos vecchio e pelo cappitano. No fim, tudo
acabava bem.
Era bem musical, “óperas”. Zanni carregando instrumentos. Os
atores devem falar alto. Trilhas sonoras podem ser feitas pelos
atores na coxia.
“A commedia dell’arte é a interpretação do ator completo” –
J. L. Barrault – Diretor e ator francês.
Estrutura Cênica:
Como era um teatro popular, muitas vezes era apresentado nas ruas.
Com isso, as trupes vinham com as suas carroças e armavam um palco
móvel na praça. Era possível, também, apresentar-se em feiras.
O palco tinha 1m de altura e cortinas fronteiras e traseiras. Para
orientar os atores, os canovaccios eram colocados um a cada lado da
coxia. Foi construído com um ponto de fuga, ou seja, em relação ao
local onde o Rei sentava. Ao se abrir, estrutura em U, ocorre a
funcionalidade de vários pontos de fuga.
Os cenários eram leves, simples e mínimos. Havia telas pintadas
(rua, casa, palácio). Em 1500, há a redescoberta da perspectiva por
Sércilio que se inspirou em Vetrovius = circular e aberta para algo
fechado. Na tragédia, o cenário era constituído de estátuas,
colunas, arco no fim do cenário e estes relacionados à vida real;
já na comédia havia uma igreja no fundo e os lugares eram públicos;
nos pastoris, o cenário era constituído de floresta, árvores e
morros ao fundo.
Eram pequenos palcos montados em praça pública ou feiras. São
altos para a segurança dos atores (2,5m – mais largura que
profundidade). Podem ser acoplados em carroças.
Houve a readaptação dos periactos – maiores em número e tamanho
– e o uso de prismas para que não houvesse pontos de fuga. Mudança
para painéis móveis > painéis > tramóia que eram cenários
móveis abaixo do palco > palco com elevação para possibilitar
vários pontos de fuga.
A iluminação era com velas, lamparinas e castiçais – por isso
que eram frequentes os incêndios. Ela era controlada apenas por um
dímero que regulava a intensidade da luz.
Os efeitos especiais eram constituídos de alçapões, painéis
deslocáveis, fogos de artifício, pessoas em cordas e batalhas
navais (Farnese).
De modo geral: Perspectiva, um ponto, painéis, proscênio,
elevação, arco e auditório em forma de U.
Os marinheiros foram os primeiros construtores, tanto é que os nomes
eram relacionados aos objetos de barcos.
O palco era o cenário típico da ópera.
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Teatro Olímpico: Mais antigo. Usou a perspectiva fixa.
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Teatro Farnese: Localizado em Farna, foi construído em proscênio. A parte central só foi liberada para a Elite anos mais tarde – há indícios de uma batalha naval durante a apresentação de uma peça teatral. O público ficava em pé, pois não havia cadeiras.
Máscara:
Caracterizadas por serem meia-máscara, era um meio de o público
identificar os personagens. Cada personagem tinha a sua, tanto é que
para utilizá-la, o ator deveria dominar a sua técnica.
Ator:
O ator da Commédia dell’Arte deveria dominar diversas artes para
obter sucesso: teatro, malabarismo, dança e canto. A partir disso, é
claro que necessitava-se ter o total domínio corporal, uma grande
extensão vocal, além de uma expressão marcante.
Na parte cênica, cada ator deveria fazer o mesmo personagem por toda
a sua vida. Assim, com o adquirir de experiências, incrementavam a
construção dele além de inovarem em novas técnicas para
impressionar o público. Tanto é que muitos espectadores, caso
gostassem de um ator, procuravam acompanhar o seu trabalho levando-o
à fama.
Assinavam contrato de profissional e as companhias também eram
estáveis.
Personagens:
Cada companhia disponha de 7 a 11 atores. Para uma possível
facilidade de identificação deles, cada um tinha o seu próprio
dialeto e figurino.
Eram
classificados em:
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Vecchio: Eram os personagens velhos.
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Pantaleão: Velho mercador de Veneza, conservador e avarento. Rico, obcecado por sexo, idoso ou meia-idade. É o marido cornudo e tonto. Figura esguiada e fechada, por causa da idade, geralmente ele é magro e alto e possui uma grande habilidade com as mãos. É o pai da mocinha ou o marido corno. Também pode tentar conquistar a enamorada. Fala no dialeto veneziano. Usa um colete vermelho, casaco preto com mangas bufantes, calções largos com fundilho baixo, chinelos turnos e gorro na cabeça – roupa de venezianos. Sua máscara é marrom com nariz proeminente e fálico, e barba grisalha. Quanto maior o nariz, maior a estupidez. “Figura do corno”. Anda curvado pela velhice e para proteger o seu dinheiro. Ao escutar más notícias, põe-se no chão como um inseto.
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Doutor (Graziano): Originário da Bolonha – terra dos doutores italianos – é a forma complementar ao Panteleão, ou seja, fisicamente é baixo e gordo e tinha a última palavra em relação a ele. É lento, gosta de beber e é arrogante. Velho, médico ou advogado; gosta de parecer inteligente – tanto é que é normalmente visto segurando um livro – falando bolonhês com algumas palavras em latim – acha que os outros não o entendem, é o falso intelectual. É o pai de um dos enamorados – rapaz; personagem pedante e orgulhoso da falsa erudição. Era um marido ingênuo e enganado pela esposa. Usava toga e chapéus pretos, luva, gola e lenço brancos. Sua máscara cobria apenas a testa – considerada a menor máscara – e o nariz. “Figura de Erudito, de boi ou de corpo”.
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Capitano: Espanhol, soldado social orgulhoso da sua valentia e êxito com as mulheres, mas na verdade é um plebeu e fracassado, é considerado um inimigo – não é um enamorado. Morre de medo de ser confrontado. Usava traje militar espanhol: calção, corpete com gola pliçada (estilo bailarina), colete com mangas fofas, cinturão e espada. A sua máscara tinha um nariz longo e grande bigode curvo e fino. “Figura de cão ou galo”.
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Zannis: Eram os criados. Faziam cenas cômicas através de suas trapalhadas e trejeitos. Eram divididos em duas categorias: o primeiro zanni era esperto e iniciava as intrigas; o segundo era rude e simplório, sendo que suas ações levavam ao lado cômico das cenas.
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Arlequim: Originário de Bérgamo Baixo, na Itália. Simples, ingênuo, ignorante e engraçado. Pensa ser esperto, mas é um bobo. É o menos esperto dos criados, mas é leal, paciente, crédulo e apaixonado. Vive para comer e acha esperto, porém, consegue apenas uma surra. Escapa das situações mais difíceis. É capaz de enganar a qualquer um. A sua agilidade física é contrária à sua mental. Usa uma roupa colorida e remendada de losangos (vermelho, verde e azul), possui um cinto que tem um saco com vários objetos e carregado pendurado um bastão de madeira. Também é composto de um chapéu preto. Sua máscara é preta e lisa e com uma bochecha cômica, possui um galo na testa de tanto apanhar – dizem que veio das máscaras de sátiros. Pode se associar à figura do gato, mas é mais voltado à agilidade e acrobacias. Todos eles foram ótimos bailarinos. Fala incessantemente ou não fala, por isso é uma perfeita paródia.
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Brighella: Originário de Bérgamo Alto, na Itália, corresponde à burguesia e é o mais inteligente dos criados. É companheiro mais frequente de Arlequim. Trabalha para Pantaleão e é o mais cínico e astuto. É o mais velho dos criados. Tem feições maquiavélicas que denotam cinismo. Usa um traje branco com elementos verdes (semelhante ao de marujo). Caminha suavemente ainda que possua a perna dobrada. Conhecido por iniciar as intrigas, também tem habilidades com o canto.
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Polichinelo: Natural de Nápoles. Sentimentalista, guloso, tem preguiça de trabalhar, fatalista e desengonçado. Apresentado como palhaço trágico. É um bom músico. Antecipa o Pierrot (criado francês), é o adversário de Brighella. Possui um longo nariz e usa um traje branco – símbolo da inocência.
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Criadas: Não usavam máscaras – mas maquiagem – e ficavam a serviço da enamorada, além de tentar conquistar o criado. É conhecida como o Arlequim de saias. No início, era interesseira; depois de Goldoni, tornou-se o par de Arlequim. Eram jovens e prontas para a intriga, ou, até mesmo, velhas, donas de taberna ou objeto de desejo de um velho.. Recusa o nobre e fica com o representante do povo. Tenta transformar o Arlequim em alguém mais nobre, mas sabe que é impossível. Utilizava roupas com as mesmas cores à do Arlequim. Columbina.
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Inamoratti: Enamorados. São de Toscana. Símbolo de beleza, érétiodade da vida e sentimentos puros. Permanecem firmemente parados, sendo que quando caminham parece que estão flutuando. São normais, naturais e próximos à realidade. Geralmente cantam, dançam e recitam poemas. Eles têm o objetivo de conquistar um ao outro. Usam trajes mais belos e da moda vigente. Não usam máscaras. Elegância na fala. Dialeto e trajes típicos da cidade em que se apresentam.
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Enamorados: São nobres burgueses ou de meia idade. Ingênuo e alvo fácil das armações de Arlequim. São egoístas, fúteis e vaidosos. É jovem, atraente e se apaixona facilmente. Burgueses – Horácio, Octavio, Lúcio, Leandro e Aurélio. Nobres – Almônis, Trineu e Corego.
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Enamoradas: São nobres, burguesas, viúva ou pastora. Geralmente é filha de Pantaleão – mas pode aparecer como sua esposa. É sedutora, inocente, refinada e vaidosa, mas também independente – causando conflitos com o pai. Teodora, Lucinda, Aurélia, Osória, Sílvia, Gulália, Isabela e Valéria.
Dramaturgia:
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Commedia Erudita: Adaptadas, escritas por humanistas.
“Mandrágora” de Maquiavel; Ariosto e Ludovico.
Maquiavel
(1469 – 1527): Florença. Lorenzo Medici governou Florença e
ajudou a difundir o Renascimento. Família importante na sociedade.
Fábula nova, mas com temática velha. “Mandrágora” (Teatro) e
“O Príncipe” (Obra Política).
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Commedia dell’Arte: Não há dramaturgos, mas pode-se citar
aqueles que se inspiraram no movimento – Goldoni. Scennario,
Soggeto = Roteiro.
Goldoni
(1707 – 1793): Veneza. Inspiração em Molière. Vários
gêneros, mas é famoso pelas comédias. “Arlequim, servidor de
dois amos”.
Recepção do Público
-Erudita:
Ludovico
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Legado: Molière, Shakespeare e Lope (plenitude cênica)
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Hoje: Máscaras de folclore
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Linguagem sem coreografia exata. Imprecisão inconsciente a partir do
estudo dos movimentos.
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Estado pré-expressivo (Stanislavski e Meyerhold) com o conhecimento
do personagem antes de ele agir, sendo que apenas há a visão da sua
construção corporal. A coreografia era desconhecida do espectador,
tanto é que os movimentos não eram naturais e eram criados pelo
próprio ator.
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Havia a ênfase na aparência ridícula com os movimentos mostrados
energeticamente. Essa energia estava sempre presente em forma de
dança. Tal linguagem energética é considerada como a dança da
energia do ator.
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Svoboda = cenografia contemporânea = ponto de fuga = cenário.
-
Marcado pela decodificação no processo do ator.
Outras Artes:
Inspiração
nos gregos e romanos; imitação da natureza; antropocentrismo;
materialização de fenômenos físicos.
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Pintura: perspectiva; desenho; cores com simbologia;
sombreamento. Rafael Sanzio e Leonardo da Vinci
-
Escultura: O homem como ele é; proporções; profundidade
perspectiva; estudo do corpo e do caráter humano. Venacchio,
Michellângelo e Donatello.
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Música: Religiosa – hinos, simples, sem instrumentos, coros
masculinos –; Profanas – qualquer um poderia fazer, compostas
diariamente, esquecimento –; Instrumental – Estudo, detalhes,
para danças.
Decadência:
Após se difundir pela Itália, França e Alemanha; surgiram novos
personagens. Um deles é a figura do Hanswurt – originado por Josef
Anton Stranítzky. Diferente dos demais criados, ele usava
comentários e ações pornográficas. Tais atos rebaixaram a fama da
Commédia dell’Arte.
Outros motivos: caráter aristocrata; sem sátiras políticos por
medo se não serem contratados pelos nobres; papéis sérios aos
novatos; beleza física às atrizes; mais canto e dança sem
improvisos; excesso de cacoetes e textos escritos.
Pontos Ressaltados:
- Não se opõe à Igreja.
- Sebastiano Sérlio (1475 – 1554): Arquiteto. “Tutte
l’opere d’archittura ET prospettiva” (“Tratado de arquitetura
e perspectiva”) – Fontainebleau. Volta à arquitetura grega.
“Teatro di Alberti”, “Teatro Olímpico de Vicenzo” e “Teatro
Farnésio”. “Albert” (Teatro inteiro). “Palladio”,
“Poliziano” e “Montegna” (Cenografia).
- Saídas de cena como locais para se trocarem; cortinas; cenário
em perspectiva.
- Teatro Físico: Separação entre palco e platéia.
- Teatro em ferradura (semelhante ao romano); misto (ópera). Os que
pagam pouco ficam de pé ou nas laterais.
- Periactoi: Prismas giratórios que se conectam entre os
palcos para ajudar no cenário e na perspectiva.
- Teatro de Veneza “ressuscitado”.
- Havia tragédias, comédias e tragicomédias (drama pastoril –
não era muito valorizado, pois acreditavam que a vida pastoril não
interessava).
- Castelvetro: Questiona a “Poética”. 12 h como unidade
de tempo – as pessoas têm suas necessidades básicas, não vivem
no teatro. Cenários diferentes – mais de um espaço cênico.
Várias ações, tramas. Purgar as emoções da luxúria e inveja,
sentimentos de si mesmo (catarsis). Arte em função da arte –
divertimento sem fins pedagógicos. Deleito do espectador. Fábulas
adaptadas para o local onde eram representadas.
- Noção de Platão abominada. Representação mais importante que o
texto. Valorização do público para se divertir.
- Textos de Goldoni apresentados em teatros físicos. Cenários,
efeitos especiais, iluminação – pigmentos de tinta em bombas de
ar ou movimento de papeis coloridos –, mecanismos de tempestade
(som), fios invisíveis para a movimentação do objeto.
- Povo italiano híbrido com dialetos semelhante.
- Enamorado com dialeto e figurinos locais.
- Lazzi: Números cômicos nãos escritos no canovaccio (pode
ser plagiado). Não pode ser plagiado. Cada companhia tinha o seu
próprio. Forma grotesca de um único ator.
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